Música: Nothing to Say
Filme: Distrito 9
Livro: Investimento
Site: I Am Bored
Jogo: Civilization 4
Nosso maior medo
18 de fevereiro de 2010
Nosso maior medo não é que somos inadequados, nosso maior medo é que somos poderosos demais além de qualquer medida.
É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedontra.
Você se fingir e agir como pequeno não serve o mundo. Não há nada de iluminado em se encolher para que as outras pessoas não se sintam inseguras a sua volta.
Nós todos devemos brilhar como as crianças brilham. E isso não é para apenas alguns de nós, é para todos nós.
E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos permissão para que as outras pessoas façam o mesmo.
E tão logo nos libertamos de nosso próprio medo, nossa presença automaticamente liberta os outros.
Tenho feito umas experiências com o Twitter, e posso afirmar que ele está sendo infectado muito mais rápido, e de maneira muito mais devastadora que o Orkut foi.
Uma coisa boa é que por sua própria arquitetura, o Twitter dificulta as ligações indiscriminadas entre usuários e desta maneira, os gringos ainda não sentiram a porrada que é uma invasão verde e amarela. Aquela mesma, com conteúdo pornográfico ilegal, 99% do texto escrito em alguma língua indecifrável que beira o português e o tiopês, conglomerados de listas e grupos que se comportarão como bandidos e terão como mote “pilhar, matar e destruir”.
Contudo, temos em nossas veias a malandragem, forjada pela necessidade, o que nos faz driblar como Mané qualquer zagueiro. Já existem scripts que permitem que você multiplique seus seguidores e que o faça seguir muitas pessoas de uma só vez, espalhando assim o pseudo-tiopês e a mediocridade por toda a rede virtual.
Que Deus-Google salve o Twitter… Mas será difícil. Ele não conseguiu nem salvar seu próprio filho, e teve até que instalar um escritório especial no Brasil para cuidar dos problemas que o caos da invasão implantou nas raízes da sua rede social. É por isso que, às vezes, sou a favor de uma interface menos user-friendly… Serve como ferramenta de seleção dos usuários.
Momento Nostradamus: em breve, seremos conhecidos como os piratas das sociedades virtuais.
Ah, ficou com vontade de detonar o Twitter e adicionar indiscriminadamente followers apenas para aumentar o contador do seu perfil? Não chore, eu te ajudo a zelar pela reputação que criamos:
Um estudo do National Institute for Health and Clinical Excellence do Reino Unido, afirma que a postura negativa dos chefes no trabalho representa maior risco à saúde mental dos empregados.
O levantamento estima que estresse, ansiedade e depressão associados ao trabalho custam por ano ao Reino Unido o equivalente e mais de US$46 bilhões. Em 12 meses, 13 milhões de trabalhadores faltam pelo menos um dia ao trabalho por causa destes problemas, que se tornaram mais graves com a crise mundial.
Segundo o estudo, medidas simples, como um comentário positivo após um trabalho bem-feito, horários mais flexíveis e mais dias de folga como recompensa por bom desempenho podem reduzir em um terço o prejuízo. Investir em treinamentos para gerentes e chefes também pode reduzir as perdas em até US$400 mil por ano com a redução das faltas.
Fonte: Jornal Destak 807/4, p.07
Mas deixa eu ver se entendi: comentário positivo, horários flexíveis, mais dias de folga, recompensa por bom desempenho? É impressão minha ou estas conclusões foram tiradas por um estudo e pesquisadores de um país super-desenvolvido do primeiro mundo? Ah, não é impressão.
Enquanto isso, sonha Brasil, com sua cultura do não.
Nas últimas semanas, tenho pesquisado preços de carros zero quilômetro para efetuar uma compra. Vou descrever a jornada com detalhes e espiadas em meus pensamentos ao longo da pesquisa.
Antes de mais nada, logo pensei: “Pode haver melhor momento que este?“. A mídia está em alvoroço por causa das bancarrotas que podem ocorrer com as gigantescas montadoras de veículos. Esperando um pouco de inteligência por parte dos envolvidos no preço final de um automóvel, logo previ uma queda brusca nos preços abusivos e fornecimento de condições humanas de pagamento, sem as taxas ridículas que podem chegar a 100%a.a. num país onde a economia (sem índices mentirosos e outras balelas governamentais e midiáticas) cresce em média 8%a.a. e às vezes nem isso é repassado aos assalariados.
Ledo engano. Demonstrando uma lógica capitalista digna de chacota, as partes interessadas na venda de veículos continuam rotulando os consumidores de palhaços, e enquanto estes se comportarem como tal, nunca assumirão seu papel verdadeiro que é o de comandante do espetáculo.
Nesses momentos em que a tal crise é alardeada, o coletivo deve clamar por uma nova ética, novos comportamentos, entender e responder aos acontecimentos quando estes requerem uma mudança.
O preço do carro zero quilômetro no Brasil é um dos mais altos do mundo (sim, do planeta Terra, onde somos o tal país promissor e emergente, integrante do BRIC e yadda yadda). Somos integrantes do BRIC, mas somos 70º colocado em desenvolvimento humano e nos índices de corrupção estamos lado a lado com os países mais pobres e desorganizados do mundo.
Ou seja, somos uma grande mentira maquiada nesses índices X, Y e Z. Quem está vivendo aqui, sente no pêlo o que é ser esfaqueado pelo seu próprio governo através de uma enxurrada de impostos cada vez mais estúpidos e ofensivos à integridade do cidadão brasileiro assalariado, cujos frutos do trabalho de um terço do ano são repassados passivamente para este mesmo governo que nos trata como bobos.
Um carro zero quilômetro popular (leia-se, com o mínimo de qualidade possível para ainda ser considerado um carro) está estacionado à nossa frente. Se você comprar ele à vista, ele tem um preço bem popular de 53 salários mínimos. Ou seja, o povo que recebe R$ 415,00 por mês, pode ter um carro popular mais popular de todos após não usar nem um centavo do seu salário mínimo durante 4 anos e meio.
Ouvi dizer por aí que um ser humano não sobrevive a mais de um mês sem água e comida, mas quem disse que estamos tratando de seres humanos? É bom também saber que desses 53 salários mínimos, 20 não são usados para comprar o carro. Você dá 33 para quem produziu o carro como compra, e os outros 20 vão para o governo.
Pensando bem, acho melhor não ficar 4 anos e meio sem comer nem beber. Talvez não se chegue vivo ao final do período de economia. Vamos pensar então no financiamento. Com taxas módicas anunciadas como 0,99%a.m. mas que na verdade em média beiram os 1,50%a.m. (salve a propaganda, ainda mais quando ela é malditamente mentirosa) podemos pegar algo próximo daqueles 53 meses de economia, ou seja, um financiamento em 60 meses.
No final das contas, teremos 90% a mais no valor do carro em juros. Agora, por módicos R$688,87 durante cinco anos, todo mês, você pode adquirir o seu carro popular zero quilômetro. Você será muito mais feliz, pois de todo seu dinheiro:
47,37% foi para uma instituição financeira;
19,77% foi para o governo;
32,86% de todo o seu dinheiro foi utlizado para pagar quem produziu o carro, e comprá-lo efetivamente.
Sim, povo assalariado. Temos um batalhão de palhaços no Brasil, e eles não são os governantes nem clones do Arrelia. Você acha que sem o tal IPI o carro popular vai ter condições de compra melhores que esta? Pasme. As contas foram feitas no menor valor de todos os carros populares após a redução.
Um Honda CRV custa cerca de R$100.000,00 na República das Bananas, também conhecida vulgarmente como Brasil. São 241 salários mínimos, ou 20 anos da renda de um assalariado do povão. Este mesmo veículo pode ser encontrado naquele tal país odiado, que adora promover uma guerra e agora tem como presidente um personagem do Mortal Kombat II (Baraka) por R$41.400,00. Sim, 58,6% mais barato e não é considerado um super carro de luxo porcaria nenhuma, pois definitivamente ele não é.
Não aceite ser humilhado, enganado e feito de palhaço pelas instituições financeiras, pelo governo e pelas montadoras de automóveis. Eles precisam de você, e não o contrário.
Você vende 8 ou mais horas do seu dia para conseguir dinheiro, e eles precisam desse dinheiro. Eles vendem carro em troca do seu dinheiro, em troca das suas 8 horas. Pense bem antes de fazer negócio com eles. Não seja estúpido. Eles estão extorquindo o consumidor, e nós estamos sendo as vítimas passivas deste ataque ético, moral e econômico.
Não sei se vocês já leram isto em algum lugar: “In Life Unbeatable, In Death Irreplaceable” (tradução livre: Na vida invencível, na morte insubstituível). Essa frase é muito usada para Ayrton Senna, que faleceu ao 1º de maio de 1994.
Ayrton Senna da Silva, 1960-1994
Ayrton Senna da Silva nasceu a 21 de março de 1960. Sua primeira corrida foi um amistoso amador de Kart aos 9 anos onde foi pole position por sorteio. Aos 13 anos, venceu na sua estréia no Kart profissional em Interlagos, e nesta categoria conquistou seis títulos (entre paulista, brasileiro e sul-americano). Seu último ano no Kart foi 1980, quando foi campeão brasileiro e vice-campeão mundial. O mundial de Kart foi o único título que Ayrton desejou e não conseguiu.
"Eu nunca havia visto um piloto como este" Angelo Parilla, 1979
O convite para correr na Fórmula Ford em 1979 que foi negado por vontade dos pais foi refeito pela Van Diemen em 1980, e desta vez Ayrton foi atrás de seu sonho. Estreou em 1º de março de 1981 com um 5º lugar em Brands Hatch pela Van Diemen. Três semanas depois, alcançou sua primeira vitória em Brands Hatch, e durante o ano sagrou-se campeão de F-Ford 1600 em 1981. Seguiu o caminho natural para a F-Ford 2000 em 1982, e causou uma tempestade: hat trick nas seis primeiras corridas. Vale notar que hat trick é quando o piloto faz a pole position, a volta mais rápida da corrida e também vence. Terminou o ano com dois títulos, F-Ford 2000 inglês e europeu, e marcou o recorde de 21 vitórias, 15 poles position e 21 voltas mais rápidas.
Em 1983 Ayrton entrou na categoria Fórmula 3 como uma tempestade fulminante. Hat trick nas 9 primeiras provas da categoria, último degrau antes da Fórmula 1. O circuito de Silverstone chegou a ser chamado de Silvastone pela imprensa britânica devido à supremacia de Ayrton correndo por lá. Com o desempenho de 1981 a 1983, tornou-se o único a ter a tríplice coroa das fórmulas britânicas. Não faltaram convites para testes em equipes de Fórmula 1.
As primeiras ofertas vieram da Toleman, Lotus, McLaren e Williams. Apesar de bater o recorde do circuito de Donington a bordo da Williams campeã de 1982 (fato que impressionou a todos), acabou optando pela Toleman, a menor entre as quatro devido às condições contratuais.
25 de março de 1984. Eram cinco horas da manhã e Ayrton já estava de pé. Sua estréia na Fórmula 1 pela Tolemanaconteceu no circuito de Jacarepaguá, Rio de Janeiro – Grande Prêmio do Brasil. Teve como adversários alguns gigantes do automobilismo, Alain Prost, Keke Rosberg, Nelson Piquet e Niki Lauda. Chegou a ocupar a 9ª posição após largar da 16ª, mas o motor Hart quebrou na oitava volta. Ainda na temporada de 1984 um episódio mostrou ao mundo o início da ótima relação entre Ayrton e o GP de Mônaco. Largou em 13º mas debaixo de chuva torrencial, a corrida foi encerrada na volta 31 quando Ayrton estava na 2ª posição e já era dono da volta mais rápida. Chegou a ultrapassar Prost na volta 32, mas era tarde demais. Na última prova, GP de Portugal, saiu da Toleman com um pódio, chegando à 3ª posição após ultrapassar Alboreto (Ferrari) na última volta. Seus mecânicos ergueram um cartaz ao final da prova: “A Toleman nunca será a mesma sem Senna”. Das 14 provas do ano, Senna abandonou 8 mas conseguiu tirar 13 pontos de seis corridas, terminando na 9ª colocação geral empatado com Nigel Mansell. O campeão foi Niki Lauda (McLaren).
Toleman TG184
Em 1985, Senna correu pela Lotus. O GP de Portugal foi a segunda prova do ano, sob chuva torrencial, e Ayrton mostrou novamente por que seria chamado de Mestre da Chuva fazendo um hat trick. No GP do Canadá abandonou, mas deixou registrado enquanto esteve em pista o recorde da categoria e do circuito. No GP da Áustria largou em 14º mas terminou em 2º, arrancando uma crítica do 3º colocado e concorrente ao título, Alboreto: “Este brasileiro corre com a faca nos dentes”. A segunda e última vitória do ano veio no mais seletivo circuito, Spa Francorchamps, GP da Bélgica. Largou em 2º e arrancou a 1ª posição de Alain Prost (McLaren) logo na primeira volta. Das 16 provas, abandonou 10 e tirou 38 pontos de 6 corridas, com 7 pole positions, 3 melhores voltas e 2 vitórias, terminando na 4ª colocação geral. O campeão foi Alain Prost (McLaren).
Lotus 97T
Correu em 1986 e 1987também pela Lotus. Em 1986, correndo de motor Renault V6-turbo, teve duelos com o também brasileiro Nelson Piquet e o britânico Nigel Mansell, ambos pilotando bólidos da Williams. Sua primeira vitória foi no GP da Espanha, onde fez a pole position com mais de 1 segundo de diferença para as McLaren e Williams e cruzou a linha de chegada 14 milésimos a frente de Nigel Mansell. Sua segunda vitória veio no GP de Detroit e após ver uma faixa pedindo “Senna, dá olé no Francês” (pois o Brasil tinha sido eliminado um dia antes na Copa do Mundo de Futebol pela seleção francesa), Senna respondeu às expectativas. Das 16 provas, abandonou 6 e com 55 pontos, 8 poles e 2 vitórias terminou em 4º na colocação geral. O campeão foi Alain Prost (McLaren). Em 1987 seu Lotus amarelo com motor Honda teve outras duas vitórias, uma no GP de Mônaco que seria a primeira de muitas, e a segunda no GP de Detroit sem trocar pneus, sendo ovacionado pelo engenheiro da Lotus, Gerard Ducarouge: “É um monstro”. Das 16 provas, abandonou 7 e com 57 pontos, 1 pole, 3 melhores voltas e 2 vitórias terminou em 3º na colocação geral. O campeão foi Nelson Piquet (Williams).
Lotus 99T
Em 1988 foi para a McLaren, que agora contaria com motores Honda no seu modelo MP4/4. Das 16 corridas, deu show nas qualificações e garantiu 13 poles porém dividiu meio a meio as vitórias com Alain Prost, seu mais novo parceiro. Tudo caminhava tranquilamente até Senna abandonar por erro próprio o GP de Mônaco e na corrida seguinte, ser avisado pela equipe a manter sua 2ª posição após uma largada ruim e não ir atrás de Alain Prost – Senna avisou Ron Dennis, chefe da McLaren, que aquela tinha sido a última vez que a equipe entrava no caminho entre ele e a vitória. As oito vitórias foram alcançadas nos GPs de San Marino, Canadá, Detroit, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Bélgica e Japão. Neste último, largou da pole position mas por problemas no câmbio caiu para a 16ª posição e após 24 voltas e 15 ultrapassagens estava novamente na 1ª posição. Das 16 provas, abandonou 2 e com 90 pontos, 13 poles, 3 melhores voltas e 8 vitórias sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1 pela primeira vez na sua carreira.
McLaren MP4/4
Sua missão em 1989 era defender o título mundial a bordo da McLaren MP4/5. O principal desfiante era seu parceiro, Alain Prost. Abandonou 7 das 16 provas, e terminou vice-campeão marcando 60 pontos com 13 poles, 3 melhores voltas e 6 vitórias. No GP do Japão, que ele teria que vencer para impedir que Prost fosse campeão, acabou desclassificado após uma controversa batida com o próprio parceiro, por ter voltado à disputa cortando a chicane onde se chocaram. Após essa desclassificação completamente injusta na opinião de Senna, ele deflagrou uma guerra contra os cartolas da F1, paralela à guerra particular que tinha contra seu maior adversário, o próprio parceiro.
McLaren MP4/5
Ainda na McLaren em 1990, Senna estava mais do que nunca desejando o título que sob seu ponto de vista, foi tirado das suas mãos em 89 numa disputa fora das pistas. Alain Prost transferiu-se para a Ferrari e disputaria novamente o título mundial. Senna venceu os GPs de Phoenix, Mônaco (pela terceira vez), Canadá, Alemanha (pela terceira vez), Bélgica (pela quarta vez) e Itália. Conquistou o bicampeonato mundial neste último, quando repetiu propositalmente o acidente de 89, mas desta vez chocando-se contra a Ferrari de Prost logo na primeira curva. Das 16 provas, abandonou 5 e com 78 pontos, 10 poles, 2 melhores voltas e 6 vitórias sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1.
McLaren MP4/5b
A bordo do McLaren MP4/6 em 1991 Senna conquistou um título indiscutível, o terceiro e último de sua carreira. Numa disputa de motores e aerodinâmica contra os ótimos bólidos FW14 da Williams, venceu os GPs de Phoenix, Brasil (o primeiro de sua carreira e a seis voltas do final, perdeu as 3ª, 4ª e 5ª marchas), San Marino, Mônaco (pela 4ª vez), Hungria, Bélgica (pela 5ª vez, sem as 3ª, 4ª e 5ª marchas no final) e Japão. Das 16 provas, abandonou 2 e com 96 pontos, 8 poles, 2 melhores voltas e 7 vitórias conquistou o tricampeonato mundial de Fórmula 1.
McLaren MP4/6
A realidade do final da temporada de 1991, com uma leve superioridade do Williams FW14, foi amplificada em 1992, onde o novo modelo Williams FW14B dominou com propriedade a temporada inteira, fazendo todos os outros bólidos parecerem carroças. Nigel Mansell a bordo do FW14B finalmente ganhou o campeonato de pilotos com uma vantagem esmagadora em cima de Patrese, companheiro de equipe, 108 a 56 e com um adiantamento assustador: em 16 de agosto em Hungaroring, faltando ainda 5 GPs para o término do campeonato.
Williams FW14B
Ayrton Senna reclamou muito durante toda a temporada de ambos os bólidos McLaren, o MP4/6B e o MP4/7A, esperando pelas melhorias prometidas. Ele só ficou esperando, pois elas nunca deram resultado algum e em certa altura, a Honda anunciou que estava se retirando da Fórmula 1. O FW14B era imbatível naquelas circunstâncias e as diferenças de aproximadamente 1 segundo deixavam Senna claramente inquieto. Ele procurou fazer contatos com Ferrari e Williams, para a temporada de 1993.
McLaren MP4/7a
Porém a Ferrari, através de Niki Lauda, foi sincera e não prometeu um carro campeão para a próxima temporada, portanto ficou fora dos planos de Senna. A Williams, após demitir Nigel Mansell logo depois da confirmação do seu título mundial, fez o anúncio da contratação do tricampeão Alain Prost para 1993. Ainda havia teoricamente uma vaga na Williams, porém uma cláusula contratual imposta por Prost não permitia a contratação de Senna como seu companheiro. Desde este ponto até o final do campeonato, Senna declarou diversas vezes que tiraria um ano sabático em 1993, porém no final das contas competiu como piloto da McLaren.
Vamos falar um pouco sobre carros. Para ser mais sincero, sobre um carro. O Honda Civic. Com certeza você já viu ele nas ruas, seja qual for o modelo. Eu particularmente sou apaixonado pelos modelos da 5ª geração do Civic – ou a primeira que veio para o Brasil através de importação.
Honda Civic EX Sedã 1994
Esta geração foi produzida entre 1992 e 1995 e importada para o Brasil entre 1993 e 1995 e devido ao sucesso de vendas, a partir de 1996 o Honda Civic começou a ser produzido no Brasil, já em sua 6ª geração, até os dias de hoje na sua 8ª geração.
A 5ª geração tem o desenho orientado para as ruas com um toque esportivo e teve sua distância entre-eixos aumentada em relação às gerações anteriores que nem chegaram ao Brasil. Estes carros estão disponíveis em Coupé 2 portas, Hatchback 3 portas e Sedã 4 portas. Vieram para o Brasil principalmente os Sedãs modelos LX e EX, Coupés modelos EX e EXS e os Hatchbacks modelos Si, LSi e VTi.
Honda Civic EXS Coupé 1995
Vamos nos concentrar nos modelos EX, EXS e VTi.
Honda Civic EX e EXS
Peso: 1.011Kg (Coupé) e 1.003Kg (Sedã) Motor: D16Z6 1.6 litros 16v VTEC, 125cv a 6500rpm e 14,6kgfm a 5200rpm Cavalos por litro: 78cv Cavalos por quilo: 0,123cv (Coupé) e 0,124cv (Sedã) Consumo médio – Autonomia: 12Km/l na estrada, 9Km/l na cidade Preço médio: R$12.000 (EX) e R$14.000 (EXS) Acessórios: Air bag duplo, Ar Condicionado, Freio ABS, Retrovisores/Teto Solar/Travas/Vidros elétricos, Banco e Volante com regulagem de altura, Direção Hidráulica
Honda Civic VTi (Hatch)
Peso: 956Kg Motor: B16A 1.6 litros 16v VTEC, 160cv a 7600rpm e 16kgfm a 7300rpm Cavalos por litro: 100cv Cavalos por quilo: 0,167cv Consumo médio: 10Km/l na estrada, 7Km/l na cidade Preço médio: R$18.000 Acessórios: Ar condicionado, Bancos em couro, Freio ABS, Rodas de liga leve, Retrovisores/Teto solar/Travas/Vidros elétricos, Volante com regulagem de altura e Direção Hidráulica
Então basicamente é isso. Você escolhe o Sedã com seus 0,124cv/kg ou perde um milésimo de cavalo por quilo e mais R$2.000 no Coupé pelo desenho bonito.
Honda Civic VTi Hatchback 1995
Caso você tenha uma carteira mais recheada, observe que com R$4.000 a mais você compra um foguete, também conhecido como Civic VTi. São abusivos 100cv por litro e um motor em regime de altas rotações.
Poucas coisas são mais engraçadas do que um pastor, daqueles de igreja-de-enganar-otário, incorporando o querido jogador russo da série de games Street Fighter. Com vocês, o impagável Pastor Zangief!
As legendas em perfeito tiopês são a cereja do bolo.
Bem, este lugar é um daqueles depósitos que poderiam ser locados para um daqueles filmes de ação hollywoodianos, com helicópteros caindo e mísseis sendo lançados por todo lado. Também é um daqueles depósitos onde você nunca sabe o que vai encontrar: uma fotografia ou carta que trará uma lembrança amarga, dura ou uma caixa de brinquedo que reviverá dentro de sua alma uma alegria inexplicável.
De qualquer forma, o Depósito, por excelência, será bem cuidado e não deixarei de acumular cada vez mais tranqueiras, em formas de posts, nesta humilde casinha virtual.
Abraços a todos, e espero que desta vez O Depósito fique firme e forte.